O pão duro é uma figura engraçada.
Nas viagens a trabalho ainda é pior pois é necessário compartilhar certos momentos com ele...
De qualquer maneira...
O desespero para economizar, geralmente dá origem a cenas cômicas.
Ou quase...
Caso você ache que está gastando demais, aprenda as regras abaixo para diminuir bastante os seus gastos.
Não se esqueça de criar as suas próprias.
Princípios gerais do pão duro - Viagens
1.1 Não existe vergonha para quem quer economizar, inclusive alheia;
1.2 Conforto pessoal é uma expressão sem qualquer significado;
1.3 Companheiros de viagem são simples obejtos sem opinião que, por acaso estão com você;
1.4 Sempre é possível economizar mais um pouco;
1.5 Toda e qualquer forma de guardar um trocado é válida;
1.6 Decididamente, a higiene é uma questão muito flexível, se o assunto é economizar;
Comida
2.1 Não almoce. Encha a pasta de sanduíches, misturados com os documentos do trabalho;
2.2 Quando um colega pedir um sanduíche no restaurante, sente-se ao lado dele e coma tudo que ele não quiser. Até aquela droga de cebola crua que você sabe que ele não suporta.
2.3 Ao entrar em um restaurante, onde seus colegas vão lanchar, peça o refresco mais barato e aproveite ao máximo os itens gratúitos do restaurante como o catchup e a mostarda;
2.4 Não se esqueça de encher os bolsos de guardanapos, palitos e sachês de sal e açucar;
2.5 Jamais olhe para a cara de ninguém nessa hora. Eles não devem estar gostando muito, mas, afinal de contas, isso não interessa para você;
2.6 Existe uma razão direta entre a higiene e a beleza de um restaurante e o preço da comida... Por isso, quanto mais fudido, melhor....
E ainda tem outros indícios...
A garrafinha de água mineral dele já está embaçada de tão velha.
Mas é nela que ele não perde oportunidade de por água para viajar naqueles filtros industriais dos postos de gasolina.
Hotel
A regra do preço versus a beleza e a higiene valem para o hotel...
Tem que ser uma espelunca, bem vagabundo.
Se tiver insetos, então, é aí que ele fica satisfeito mesmo.
Pernilongos ou muriçocas são muito respeitados. São sinais claros de hotel barato...
Muitas vezes ele quer viajar para lugares onde morem os parentes para não pagar o hotel...
Na realidade, qualquer artifício para não pagar uma diária de hotel é com ele mesmo.
E pode acontecer até o inusitado:
O sujeito dorme no carro para não pagar diária de hotel;
Saídas Noturnas
Sair à noite é um hábito normal e até salutar para quem viaja em equipes de trabalho.
Claro que, grande parte das vezes, a desculpa de "ir jantar" é uma boa desculpa para encher a cara.
Mas muitas, muitas vezes, as amizades e mesmo as condições de trabalho são melhoradas por isso.
Mas isso não interessa ao pão duro. Importante é não gastar..
Um grande indício de pãodurismo é o cara não sair à noite.
Pode saber, se uma turma volta falando que não saiu, ou não dá informações sobre os bares;
Nesse caso, pelo menos um deles deve ser "O Pai" em pãoduragem.
A lógica da loteria
A loteria é um momento em que o pão duro sempre sofre;
Sofre se resolver gastar, pois sabe que é a "funfo perdido";
Se não jogar, fica sofrendo po
Algumas vezes as cenas, na verdade, as cenas são bastante deprimentes:
O choro no balcão do hotel por um desconto ínfimo.
O filho que não tem o prazer de viajar com o pai porque o sujeito tem que economizar.
O cara que some durante a estadia no município pois escolhe o pior hotel possível...
O motorista que vem reclamar que o sujeito, que ganha 10, 15 ou até 20 vezes o que ele ganha ficou exigindo que ele parasse em lugares ruins para comer...
E por aí, vai...
Alguns indícios de que o cara é pão duro
Mesmo que não pronuncie sequer uma palavra a respeito algumas pessoas dão as suas provas de pãodurismo:
a) o cara nunca tem dinheiro para nada por causa de uma obra, mas sempre viaja para a Europa;
b) o sujeito divide a cota do bolão da loteria mas mora num big apartamento de luxo;
c) o ditocujo não tem herança, aparentemente, não gasta mais que R$50,00 num tênis, mas tem uns aluguéis...
d) o sujeito chega todo dia com mal cheiro de suor mas possui vários investimentos em bolsa comodities...
E por aí....
A criatividade do pãoduro é infinita...
E infinitas são as possibilidades de se rir, ou chorar, com suas performances tragicômicas...
segunda-feira, 11 de novembro de 2013
sexta-feira, 17 de maio de 2013
Pressa é pressa. Desespero é desespero
O sujeito era apressado e desesperado em tudo que ia fazer.
Seu lema era:
"trabalhar é igual a fazer macarrão:
entra duro e sai mole"
Com isso ele queria dizer que o trabalho deveria começar o mais pesado possível. À medida que se fosse sabendo o que fazer e como ia ser o resultado, então e somente então, o ritmo poderia ser diminuído.
E acelerava todo mundo.
Chegava ao ponto de já chegar, na segunda feira depois da viagem, com os relatórios prontos e já querendo outra viagem.
O mais engraçado era a sua educação, mesmo sendo para ser apressado: ficava todo zeloso para convencer o colega de que isso e aquilo deveria ser feito assim e assim.
Sempre se desculpava de alguma forma para justificar a pressa.
Um dia ele se superou e virou história no imaginário cômico dos colegas:
Sempre apressado, ele estava almoçando e acabou primeiro.
Para não incomodar o colega que ainda tentava almoçar, ele falou:
- Olha, eu vou ficar ali no carro e você pode almoçar tranquilamente. Tá bom?
O colega, com a boca cheia, só fez um aceno de cabeça e concordou.
Ele porém entrou no carro e começou a acelerar, como se já fosse sair imediatamente.
Claro que o colega que buscava alguma calma para almoçar não ficou sossegado mais.
De outra vez, o relógio de um dos colegas atrasou...
Coisa de 2 ou 3 minutos...
Para sua surpresa, o afoito do colega já tinha ido embora com o carro.
Eram só dois quarteirões, mas a suposta falta de respeito gerou uma boa de uma briga...
Briga não. Para haver uma briga são necessários 2 brigões.
Ele não briga. Sempre de boa paz, ele simplesmente não entende que aprontou alguma.
É o jeito dele e pronto. Fica por isso mesmo.
Além do mais, ele está sempre muito apressado para trabalhar e não dá tempo de pensar em perder tempo com discussões.
Seu lema era:
"trabalhar é igual a fazer macarrão:
entra duro e sai mole"
Com isso ele queria dizer que o trabalho deveria começar o mais pesado possível. À medida que se fosse sabendo o que fazer e como ia ser o resultado, então e somente então, o ritmo poderia ser diminuído.
E acelerava todo mundo.
Chegava ao ponto de já chegar, na segunda feira depois da viagem, com os relatórios prontos e já querendo outra viagem.
O mais engraçado era a sua educação, mesmo sendo para ser apressado: ficava todo zeloso para convencer o colega de que isso e aquilo deveria ser feito assim e assim.
Sempre se desculpava de alguma forma para justificar a pressa.
Um dia ele se superou e virou história no imaginário cômico dos colegas:
Sempre apressado, ele estava almoçando e acabou primeiro.
Para não incomodar o colega que ainda tentava almoçar, ele falou:
- Olha, eu vou ficar ali no carro e você pode almoçar tranquilamente. Tá bom?
O colega, com a boca cheia, só fez um aceno de cabeça e concordou.
Ele porém entrou no carro e começou a acelerar, como se já fosse sair imediatamente.
Claro que o colega que buscava alguma calma para almoçar não ficou sossegado mais.
De outra vez, o relógio de um dos colegas atrasou...
Coisa de 2 ou 3 minutos...
Para sua surpresa, o afoito do colega já tinha ido embora com o carro.
Eram só dois quarteirões, mas a suposta falta de respeito gerou uma boa de uma briga...
Briga não. Para haver uma briga são necessários 2 brigões.
Ele não briga. Sempre de boa paz, ele simplesmente não entende que aprontou alguma.
É o jeito dele e pronto. Fica por isso mesmo.
Além do mais, ele está sempre muito apressado para trabalhar e não dá tempo de pensar em perder tempo com discussões.
quinta-feira, 16 de maio de 2013
O TOC e outras manias - 1º capítulo
Em todos os grupos sempre há alguém diferente.
Uns se destacam pela altura, outros por serem gordinhos...
Há os engraçados, há os mal humorados...
A variedade é enorme quando se observa qualquer grupo bem de perto...
Mas há pessoas que se destacam pelos hábitos engraçados...
Claro que não se trata de coisas sérias e anti-sociais.
Mas que fogem bastante ao dito "normal", ahhh, isso fogem, sim...
Uma cena bucólica pode ilustrar a ideia apresentada:
...
Reunidos os colegas, em uma sala, com as autoridades do município.
Tudo transcorria em aparente normalidade quando uma voz se eleva na sala:
O prefeito, de repente, bem nervoso, bate na mesa e quase grita:
- Aqui: o Senhor não pode beber a água da minha cidade, não???
E um colega tenta contemporizar:
- Ah, Seu Prefeito, não repare, não. É um costume dele...
É quando os outros percebem que um dos colegas fazia um malabarismo com uma garrafa de um litro e meio de água, tentando jogar água na boca, sem encostar o gargalo na boca...
Andar com gente esquisita dá nisso.
...
Algumas vezes você vai ter que explicar, até para si mesmo, que aquilo não é um caso patológico ou terminal. Apenas uma mania.
É o tal do Transtorno Obsessivo Compulsivo, carinhosamente chamado de TOC.
Quando não é coisa pior.
Aqui vai uma classificação dos seus tipos mais engraçados:
Simetristas:
Tudo que lhes acontece de um lado eles tentam fazer com que aconteça do outro.
É o caso daquele colega que esbarra na esteira da academia quando está correndo.
Sem querer, ele vai correndo - literalmente - tentar chuta o outro lado, para tudo ficar igual.
Certa feita, esse mesmo colega bateu, praticamente, esbarrou o carro numa pilastra do estacionamento do prédio. Neste dia uma amiga havia casado e ele, entre outros, achou que devia beber tudo que pudesse.
Pois é... Não é que o sujeito, depois de bater o carro de um lado, foi lá e bateu do outro para ficar igual?
Cotoveleiros:
Fazem tudo com o cotovelo. Imagine a cara de um simples funcionário da prefeitura, bem no interior do estado, quando vê que um visitante abre a porta do banheiro, mexe na torneira e empurra a porta para fechar com o cotovelo?
Devem ficar imaginando como funciona o resto das coisas que o cara faz no banheiro.
Abrir um zíper com o cotovelo, caso seja possível, deve ser uma das maiores façanhas da humanidade.
Assépticos
A esse grupo pertence o cara citado na primeira historinha.
Não deixa de incluir os cotoveleiros, mas vão mais longe ainda nas suas cismas:
Compram toda a água que vão beber e não confiam em ninguém como se tivessem medo de serem envenenados.
Entre os assépticos tem que ser contada a história daquele chefe que ao chegar no serviço, de manhã, já fazia algo chocante. Babava - pelo menos não cuspia - na mesa para passar o papel toalha. Trabalhava o resto do dia com a mesa limpinha, mas... babada!!!
Alguns deles podem ser identificados pelo vidro de álcool na mesa.
Apesar de chegarem a ter filhos, não se consegue imaginar as regras de assepsia que predominam em sua vida particular.
Politicamente correto
Todos os dias o sujeito que é politicamente correto é informado das peripécias que esse e aquele político fizeram para roubar mais um pouquinho.
Todos os dias ele vê noticias sobre as mordomias de que determinados órgãos públicos ou os seus funcionários gozam sem que o povo possa fazer nada para evitá-la.
Quanto a esse pessoal ele não pode fazer nada. Não. E nem faz.
Mas em relação ao colega do lado, que esquece uma luz acesa ou demora com a torneira ligada...
Aí então ele vira uma fera. Um verdadeiro super-herói de revista infantil, um paladino da proteção ao meio ambiente.
Uma cópia a mais de papel a ser impresso pode ser motivo de muita briga.
Mas a menina dos olhos dele é o ar condicionado.
Ahhhh o ar condicionado. Nenhuma amizade, nenhuma hierarquia, nenhum bom senso superam a vontade dele de manter o ar desligado e os colegas passando calor.
O argumento é bem claro: defender o meio ambiente e o serviço público com a economia de luz.
Não importa que o ar condicionado e a impressora tenham sido feitos PARA SEREM USADOS...
O prazer maior é o embate, a luta com os colegas em prol do... do quê? do quê mesmo?
Que "em prol" o quê... O motivo, a causa já foi esquecido há muito tempo.
O negócio é só criar caso mesmo...
Muitos outros tipos podiam ser citados aqui.
Mas pelos casos acima já se pode notar como é divertida a fauna de uma repartição pública.
Ali podem se encontrar habilidades extraordinárias e totalmente inusitadas:
- Jogar a água de uma garrafa direto na garganta, sem encostar o gargalo na boca;
- Usar o banheiro sem as mãos, e fazer tudo com o cotovelo para não se contaminar;
- Saber bater o carro do lado certo, mesmo bêbado, para compensar uma outra batida, do outro lado.
A vantagem de se perceber a esquisitice dos outros e a de que, com um pouco de sorte, também se possa a vir a perceber a própria.
Como é o caso de quem fica colocando na internet as doideiras dos outros...
Uns se destacam pela altura, outros por serem gordinhos...
Há os engraçados, há os mal humorados...
A variedade é enorme quando se observa qualquer grupo bem de perto...
Mas há pessoas que se destacam pelos hábitos engraçados...
Claro que não se trata de coisas sérias e anti-sociais.
Mas que fogem bastante ao dito "normal", ahhh, isso fogem, sim...
Uma cena bucólica pode ilustrar a ideia apresentada:
...
Reunidos os colegas, em uma sala, com as autoridades do município.
Tudo transcorria em aparente normalidade quando uma voz se eleva na sala:
O prefeito, de repente, bem nervoso, bate na mesa e quase grita:
- Aqui: o Senhor não pode beber a água da minha cidade, não???
E um colega tenta contemporizar:
- Ah, Seu Prefeito, não repare, não. É um costume dele...
É quando os outros percebem que um dos colegas fazia um malabarismo com uma garrafa de um litro e meio de água, tentando jogar água na boca, sem encostar o gargalo na boca...
Andar com gente esquisita dá nisso.
...
Algumas vezes você vai ter que explicar, até para si mesmo, que aquilo não é um caso patológico ou terminal. Apenas uma mania.
É o tal do Transtorno Obsessivo Compulsivo, carinhosamente chamado de TOC.
Quando não é coisa pior.
Aqui vai uma classificação dos seus tipos mais engraçados:
Simetristas:
Tudo que lhes acontece de um lado eles tentam fazer com que aconteça do outro.
É o caso daquele colega que esbarra na esteira da academia quando está correndo.
Sem querer, ele vai correndo - literalmente - tentar chuta o outro lado, para tudo ficar igual.
Certa feita, esse mesmo colega bateu, praticamente, esbarrou o carro numa pilastra do estacionamento do prédio. Neste dia uma amiga havia casado e ele, entre outros, achou que devia beber tudo que pudesse.
Pois é... Não é que o sujeito, depois de bater o carro de um lado, foi lá e bateu do outro para ficar igual?
Cotoveleiros:
Fazem tudo com o cotovelo. Imagine a cara de um simples funcionário da prefeitura, bem no interior do estado, quando vê que um visitante abre a porta do banheiro, mexe na torneira e empurra a porta para fechar com o cotovelo?
Devem ficar imaginando como funciona o resto das coisas que o cara faz no banheiro.
Abrir um zíper com o cotovelo, caso seja possível, deve ser uma das maiores façanhas da humanidade.
Assépticos
A esse grupo pertence o cara citado na primeira historinha.
Não deixa de incluir os cotoveleiros, mas vão mais longe ainda nas suas cismas:
Compram toda a água que vão beber e não confiam em ninguém como se tivessem medo de serem envenenados.
Entre os assépticos tem que ser contada a história daquele chefe que ao chegar no serviço, de manhã, já fazia algo chocante. Babava - pelo menos não cuspia - na mesa para passar o papel toalha. Trabalhava o resto do dia com a mesa limpinha, mas... babada!!!
Alguns deles podem ser identificados pelo vidro de álcool na mesa.
Apesar de chegarem a ter filhos, não se consegue imaginar as regras de assepsia que predominam em sua vida particular.
Politicamente correto
Todos os dias o sujeito que é politicamente correto é informado das peripécias que esse e aquele político fizeram para roubar mais um pouquinho.
Todos os dias ele vê noticias sobre as mordomias de que determinados órgãos públicos ou os seus funcionários gozam sem que o povo possa fazer nada para evitá-la.
Quanto a esse pessoal ele não pode fazer nada. Não. E nem faz.
Mas em relação ao colega do lado, que esquece uma luz acesa ou demora com a torneira ligada...
Aí então ele vira uma fera. Um verdadeiro super-herói de revista infantil, um paladino da proteção ao meio ambiente.
Uma cópia a mais de papel a ser impresso pode ser motivo de muita briga.
Mas a menina dos olhos dele é o ar condicionado.
Ahhhh o ar condicionado. Nenhuma amizade, nenhuma hierarquia, nenhum bom senso superam a vontade dele de manter o ar desligado e os colegas passando calor.
O argumento é bem claro: defender o meio ambiente e o serviço público com a economia de luz.
Não importa que o ar condicionado e a impressora tenham sido feitos PARA SEREM USADOS...
O prazer maior é o embate, a luta com os colegas em prol do... do quê? do quê mesmo?
Que "em prol" o quê... O motivo, a causa já foi esquecido há muito tempo.
O negócio é só criar caso mesmo...
Muitos outros tipos podiam ser citados aqui.
Mas pelos casos acima já se pode notar como é divertida a fauna de uma repartição pública.
Ali podem se encontrar habilidades extraordinárias e totalmente inusitadas:
- Jogar a água de uma garrafa direto na garganta, sem encostar o gargalo na boca;
- Usar o banheiro sem as mãos, e fazer tudo com o cotovelo para não se contaminar;
- Saber bater o carro do lado certo, mesmo bêbado, para compensar uma outra batida, do outro lado.
A vantagem de se perceber a esquisitice dos outros e a de que, com um pouco de sorte, também se possa a vir a perceber a própria.
Como é o caso de quem fica colocando na internet as doideiras dos outros...
quarta-feira, 13 de março de 2013
O Dono da Zona
Eram dois funcionários públicos.
O Malto, mais antigo na profissão se cuidava um pouco. Gostava de uma caminhada e sempre levava um short para fazer uma caminhada ou mesmo uma corrida durante os dias em que estava viajando.
Já o Diogo não ligava muito para nada, não. Gostava mesmo era de uma boa cerveja. Bem gordinho, assim que terminado o horário de trabalho, já queria logo ir procurar um bom barzinho e se sentar para tomar uns goles.
Em uma de suas viagens juntos, o Malto exigiu:
- Desta vez você vai levar um tênis, tá bom?
No primeiro dia de viagem, após uma visita inicial à prefeitura, e não sendo nem 4 horas da tarde, o atlético Malto pergunta:
- E aí, e o tênis veio? Ao que o obesinho Diogo responde:
- Não. O supostamente mais consciente Malto, então, sismou de surpreender o colega. Antes de mais nada, percebeu que seria necessário se adaptar à nova situação. De repente ele fala com ênfase:
- Então vamo beber!!!...
E começou a sessão de gole. Acompanhados do Afonso, o ajudante de todas as horas que conduzia o carro da equipe, antes da 5 horas da tarde já estavam no bar. Cerveja vai, cerveja vem, mais cerveja, cigarros de palha. Mais cerveja e mais cerveja. Conversa vai, conversa vem... Pessoas se assentam para ajudar a beber. Amigos eternos são feitos de repente, gente que nunca mais se voltará a ver..
De todo o ocorrido depois que a noite caiu, Malto, o pretenso corredor, ao invés de correr ou caminhar só se lembra que “marchou” em direção ao Hotel que ficava bem em frente ao bar em questão.
Dia seguinte, 6 horas ou 6 e trinta:
O Malto tenta identificar algum sinal de vida, ou seja, a primeira abordagem ao Diogo que ficara no bar e que, só para refrescar a memória, era o que havia esquecido o tênis.
Bate-se à porta do quarto e nada. Esmurra-se a porta do quarto e nada. Procura-se então o motorista que havia ficado a lhe fazer companhia. O incansável e heróico, Afonso, condutor do veículo também se arvorava em acompanhar profissionais de gole até o final da noite.
Pois é...
Afonso foi encontrado...
Estava no saguão do hotel, sentado ereto mas com aparência um tanto quanto "estranha". Encontrava-se com aparência de acordado, banho tomado, roupa limpa e assentado no sofá da recepção. Os olhos, porém, pareciam vidrados, sem capacidade de comunicar coerentemente. Apenas afirmou que deviam ter chegado, aproximadamente, umas 20 para as 4h da manhã.
Em vista da situação de Afonso, o motorista, Malto procura novamente acordar o redondinho Diogo que havia ficado até tarde na rua. Nenhuma forma de contato. Suspeita de morte. Ora, tratava-se de servidor bem gordinho, de condições de saúde desconhecidas e já próximo dos 40 anos e que portanto inspirava cuidados.
O mais discretamente possível, em vista da possível urgência que surgia, procura-se um meio de verificar se há vida no cadáver do colega em questão. Por sorte, tratava-se de hotel daqueles antigos e cuja chave, bem grande, deveria ser encaixada num buraco de dimensões proporcionais, ou seja: Dava para dar uma expiada pelo buraco da fechadura.
Olhando-se pelo buraco da fechadura, foi possível identificar a protuberância tipo pão de açúcar que era a barriga do colega adiposinho. Mais importante que isso, era possível ver que o pão de açúcar subia e descia. O que no sentido denotativo, ou seja, no sentido estrito, poderia significar um grande desastre natural ocorrendo em uma conhecida cidade brasileira era na verdade um bom indício de que o dorminhoco tinha salvação. Estava vivo. Após a porta ser esmurrada várias vezes, o pão de açúcar tomou com muito custo a posição horizontal, projetando-se na direção do pé da cama e o arredondado servidor pronunciou algum esforço para se levantar. Nisso já se aproximavam as 10 horas da manhã.
Haja fôlego em seguida para colocar nosso tomatinho em pé e fazê-lo cumprir seu horário, ou pelo menos suas tarefas. Estando Malto já devidamente paramentado, com as roupas de trabalho, pode então assessorar o outro na demanda por se haver pronto o mais rápido possível para o cumprimento da missão daquela manhã. Foram apenas 13 km de deslocamento, mas que pareciam intermináveis de medo de que Afonso, o motorista, apagasse ou de que o dorminhoco – que além de gordinho era baixinho – rolasse para debaixo do painel do carro de tanto sono que ambos estavam.
Chegando à prefeitura, a missão foi cumprida com zelo. Pelo menos aquele tanto que cabia ser feito na parte da manhã. Tratar-se-ia agora de conseguir almoço. Em municípios pequenos não cabe ficar escolhendo onde comer ou recusar a gentileza do pessoal local em oferecer comida. Optou-se por aceitar o convite para almoçar em uma cozinha pública que, anexa ao posto de saúde, servia também as refeições destinadas a médicos e enfermeiros, por exemplo.
Encaminharam-se os servidores ao porto de saúde. Adentrando o posto, devidamente acompanhados do motorista, os servidores foram amavelmente saudados com a frase “Ooooiiii Geeennnnteeeimm! Boomm Diiiia...” Tratava-se de um amável ser humano do sexo masculino com aproximadamente uns 1,8 metros ou mais de altura. Essa medida parecia se repetir na largura devido às dimensões laterais da figura. Cabelos com “reflexos” ou “luzes” completavam o visual pitoresco do indíviduo em questão.
Não foi possível que Malto, o que foi dormir mais cedo, deixasse de ver a expressão de surpresa no rosto do motorista ao avistar a vultosa figurava que saudava a equipe na entrada do posto de saúde.
Passou-se então ao refeitório, onde uma amável senhora já ia preparando os pratos para pô-los à mesa já posta para a comida. Em um certo momento a funcionária que servia a comida se retirou. Estando o motorista ciente de que ninguém os observava, liberou o verbo.
A frase pronunciada em seguida, se tornaria um dos ícones do estilo de vida perigoso de funcionários que gostam de sair à noite e se esbaldar mesmo estando em municípios pequenos. Ele disse:
- “O dono da zona é o recepcionista do posto de saúde”!!!
Que se aprenda a lição: Em cidades pequenas as pessoas podem assumir diversas posições no organismo social. Tal fato pode levar o servidor público visitante a situações senão embaraçosas mas tremendamente cômicas...
O Malto, mais antigo na profissão se cuidava um pouco. Gostava de uma caminhada e sempre levava um short para fazer uma caminhada ou mesmo uma corrida durante os dias em que estava viajando.
Já o Diogo não ligava muito para nada, não. Gostava mesmo era de uma boa cerveja. Bem gordinho, assim que terminado o horário de trabalho, já queria logo ir procurar um bom barzinho e se sentar para tomar uns goles.
Em uma de suas viagens juntos, o Malto exigiu:
- Desta vez você vai levar um tênis, tá bom?
No primeiro dia de viagem, após uma visita inicial à prefeitura, e não sendo nem 4 horas da tarde, o atlético Malto pergunta:
- E aí, e o tênis veio? Ao que o obesinho Diogo responde:
- Não. O supostamente mais consciente Malto, então, sismou de surpreender o colega. Antes de mais nada, percebeu que seria necessário se adaptar à nova situação. De repente ele fala com ênfase:
- Então vamo beber!!!...
E começou a sessão de gole. Acompanhados do Afonso, o ajudante de todas as horas que conduzia o carro da equipe, antes da 5 horas da tarde já estavam no bar. Cerveja vai, cerveja vem, mais cerveja, cigarros de palha. Mais cerveja e mais cerveja. Conversa vai, conversa vem... Pessoas se assentam para ajudar a beber. Amigos eternos são feitos de repente, gente que nunca mais se voltará a ver..
De todo o ocorrido depois que a noite caiu, Malto, o pretenso corredor, ao invés de correr ou caminhar só se lembra que “marchou” em direção ao Hotel que ficava bem em frente ao bar em questão.
Dia seguinte, 6 horas ou 6 e trinta:
O Malto tenta identificar algum sinal de vida, ou seja, a primeira abordagem ao Diogo que ficara no bar e que, só para refrescar a memória, era o que havia esquecido o tênis.
Bate-se à porta do quarto e nada. Esmurra-se a porta do quarto e nada. Procura-se então o motorista que havia ficado a lhe fazer companhia. O incansável e heróico, Afonso, condutor do veículo também se arvorava em acompanhar profissionais de gole até o final da noite.
Pois é...
Afonso foi encontrado...
Estava no saguão do hotel, sentado ereto mas com aparência um tanto quanto "estranha". Encontrava-se com aparência de acordado, banho tomado, roupa limpa e assentado no sofá da recepção. Os olhos, porém, pareciam vidrados, sem capacidade de comunicar coerentemente. Apenas afirmou que deviam ter chegado, aproximadamente, umas 20 para as 4h da manhã.
Em vista da situação de Afonso, o motorista, Malto procura novamente acordar o redondinho Diogo que havia ficado até tarde na rua. Nenhuma forma de contato. Suspeita de morte. Ora, tratava-se de servidor bem gordinho, de condições de saúde desconhecidas e já próximo dos 40 anos e que portanto inspirava cuidados.
O mais discretamente possível, em vista da possível urgência que surgia, procura-se um meio de verificar se há vida no cadáver do colega em questão. Por sorte, tratava-se de hotel daqueles antigos e cuja chave, bem grande, deveria ser encaixada num buraco de dimensões proporcionais, ou seja: Dava para dar uma expiada pelo buraco da fechadura.
Olhando-se pelo buraco da fechadura, foi possível identificar a protuberância tipo pão de açúcar que era a barriga do colega adiposinho. Mais importante que isso, era possível ver que o pão de açúcar subia e descia. O que no sentido denotativo, ou seja, no sentido estrito, poderia significar um grande desastre natural ocorrendo em uma conhecida cidade brasileira era na verdade um bom indício de que o dorminhoco tinha salvação. Estava vivo. Após a porta ser esmurrada várias vezes, o pão de açúcar tomou com muito custo a posição horizontal, projetando-se na direção do pé da cama e o arredondado servidor pronunciou algum esforço para se levantar. Nisso já se aproximavam as 10 horas da manhã.
Haja fôlego em seguida para colocar nosso tomatinho em pé e fazê-lo cumprir seu horário, ou pelo menos suas tarefas. Estando Malto já devidamente paramentado, com as roupas de trabalho, pode então assessorar o outro na demanda por se haver pronto o mais rápido possível para o cumprimento da missão daquela manhã. Foram apenas 13 km de deslocamento, mas que pareciam intermináveis de medo de que Afonso, o motorista, apagasse ou de que o dorminhoco – que além de gordinho era baixinho – rolasse para debaixo do painel do carro de tanto sono que ambos estavam.
Chegando à prefeitura, a missão foi cumprida com zelo. Pelo menos aquele tanto que cabia ser feito na parte da manhã. Tratar-se-ia agora de conseguir almoço. Em municípios pequenos não cabe ficar escolhendo onde comer ou recusar a gentileza do pessoal local em oferecer comida. Optou-se por aceitar o convite para almoçar em uma cozinha pública que, anexa ao posto de saúde, servia também as refeições destinadas a médicos e enfermeiros, por exemplo.
Encaminharam-se os servidores ao porto de saúde. Adentrando o posto, devidamente acompanhados do motorista, os servidores foram amavelmente saudados com a frase “Ooooiiii Geeennnnteeeimm! Boomm Diiiia...” Tratava-se de um amável ser humano do sexo masculino com aproximadamente uns 1,8 metros ou mais de altura. Essa medida parecia se repetir na largura devido às dimensões laterais da figura. Cabelos com “reflexos” ou “luzes” completavam o visual pitoresco do indíviduo em questão.
Não foi possível que Malto, o que foi dormir mais cedo, deixasse de ver a expressão de surpresa no rosto do motorista ao avistar a vultosa figurava que saudava a equipe na entrada do posto de saúde.
Passou-se então ao refeitório, onde uma amável senhora já ia preparando os pratos para pô-los à mesa já posta para a comida. Em um certo momento a funcionária que servia a comida se retirou. Estando o motorista ciente de que ninguém os observava, liberou o verbo.
A frase pronunciada em seguida, se tornaria um dos ícones do estilo de vida perigoso de funcionários que gostam de sair à noite e se esbaldar mesmo estando em municípios pequenos. Ele disse:
- “O dono da zona é o recepcionista do posto de saúde”!!!
Que se aprenda a lição: Em cidades pequenas as pessoas podem assumir diversas posições no organismo social. Tal fato pode levar o servidor público visitante a situações senão embaraçosas mas tremendamente cômicas...
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