O sujeito era apressado e desesperado em tudo que ia fazer.
Seu lema era:
"trabalhar é igual a fazer macarrão:
entra duro e sai mole"
Com isso ele queria dizer que o trabalho deveria começar o mais pesado possível. À medida que se fosse sabendo o que fazer e como ia ser o resultado, então e somente então, o ritmo poderia ser diminuído.
E acelerava todo mundo.
Chegava ao ponto de já chegar, na segunda feira depois da viagem, com os relatórios prontos e já querendo outra viagem.
O mais engraçado era a sua educação, mesmo sendo para ser apressado: ficava todo zeloso para convencer o colega de que isso e aquilo deveria ser feito assim e assim.
Sempre se desculpava de alguma forma para justificar a pressa.
Um dia ele se superou e virou história no imaginário cômico dos colegas:
Sempre apressado, ele estava almoçando e acabou primeiro.
Para não incomodar o colega que ainda tentava almoçar, ele falou:
- Olha, eu vou ficar ali no carro e você pode almoçar tranquilamente. Tá bom?
O colega, com a boca cheia, só fez um aceno de cabeça e concordou.
Ele porém entrou no carro e começou a acelerar, como se já fosse sair imediatamente.
Claro que o colega que buscava alguma calma para almoçar não ficou sossegado mais.
De outra vez, o relógio de um dos colegas atrasou...
Coisa de 2 ou 3 minutos...
Para sua surpresa, o afoito do colega já tinha ido embora com o carro.
Eram só dois quarteirões, mas a suposta falta de respeito gerou uma boa de uma briga...
Briga não. Para haver uma briga são necessários 2 brigões.
Ele não briga. Sempre de boa paz, ele simplesmente não entende que aprontou alguma.
É o jeito dele e pronto. Fica por isso mesmo.
Além do mais, ele está sempre muito apressado para trabalhar e não dá tempo de pensar em perder tempo com discussões.
sexta-feira, 17 de maio de 2013
quinta-feira, 16 de maio de 2013
O TOC e outras manias - 1º capítulo
Em todos os grupos sempre há alguém diferente.
Uns se destacam pela altura, outros por serem gordinhos...
Há os engraçados, há os mal humorados...
A variedade é enorme quando se observa qualquer grupo bem de perto...
Mas há pessoas que se destacam pelos hábitos engraçados...
Claro que não se trata de coisas sérias e anti-sociais.
Mas que fogem bastante ao dito "normal", ahhh, isso fogem, sim...
Uma cena bucólica pode ilustrar a ideia apresentada:
...
Reunidos os colegas, em uma sala, com as autoridades do município.
Tudo transcorria em aparente normalidade quando uma voz se eleva na sala:
O prefeito, de repente, bem nervoso, bate na mesa e quase grita:
- Aqui: o Senhor não pode beber a água da minha cidade, não???
E um colega tenta contemporizar:
- Ah, Seu Prefeito, não repare, não. É um costume dele...
É quando os outros percebem que um dos colegas fazia um malabarismo com uma garrafa de um litro e meio de água, tentando jogar água na boca, sem encostar o gargalo na boca...
Andar com gente esquisita dá nisso.
...
Algumas vezes você vai ter que explicar, até para si mesmo, que aquilo não é um caso patológico ou terminal. Apenas uma mania.
É o tal do Transtorno Obsessivo Compulsivo, carinhosamente chamado de TOC.
Quando não é coisa pior.
Aqui vai uma classificação dos seus tipos mais engraçados:
Simetristas:
Tudo que lhes acontece de um lado eles tentam fazer com que aconteça do outro.
É o caso daquele colega que esbarra na esteira da academia quando está correndo.
Sem querer, ele vai correndo - literalmente - tentar chuta o outro lado, para tudo ficar igual.
Certa feita, esse mesmo colega bateu, praticamente, esbarrou o carro numa pilastra do estacionamento do prédio. Neste dia uma amiga havia casado e ele, entre outros, achou que devia beber tudo que pudesse.
Pois é... Não é que o sujeito, depois de bater o carro de um lado, foi lá e bateu do outro para ficar igual?
Cotoveleiros:
Fazem tudo com o cotovelo. Imagine a cara de um simples funcionário da prefeitura, bem no interior do estado, quando vê que um visitante abre a porta do banheiro, mexe na torneira e empurra a porta para fechar com o cotovelo?
Devem ficar imaginando como funciona o resto das coisas que o cara faz no banheiro.
Abrir um zíper com o cotovelo, caso seja possível, deve ser uma das maiores façanhas da humanidade.
Assépticos
A esse grupo pertence o cara citado na primeira historinha.
Não deixa de incluir os cotoveleiros, mas vão mais longe ainda nas suas cismas:
Compram toda a água que vão beber e não confiam em ninguém como se tivessem medo de serem envenenados.
Entre os assépticos tem que ser contada a história daquele chefe que ao chegar no serviço, de manhã, já fazia algo chocante. Babava - pelo menos não cuspia - na mesa para passar o papel toalha. Trabalhava o resto do dia com a mesa limpinha, mas... babada!!!
Alguns deles podem ser identificados pelo vidro de álcool na mesa.
Apesar de chegarem a ter filhos, não se consegue imaginar as regras de assepsia que predominam em sua vida particular.
Politicamente correto
Todos os dias o sujeito que é politicamente correto é informado das peripécias que esse e aquele político fizeram para roubar mais um pouquinho.
Todos os dias ele vê noticias sobre as mordomias de que determinados órgãos públicos ou os seus funcionários gozam sem que o povo possa fazer nada para evitá-la.
Quanto a esse pessoal ele não pode fazer nada. Não. E nem faz.
Mas em relação ao colega do lado, que esquece uma luz acesa ou demora com a torneira ligada...
Aí então ele vira uma fera. Um verdadeiro super-herói de revista infantil, um paladino da proteção ao meio ambiente.
Uma cópia a mais de papel a ser impresso pode ser motivo de muita briga.
Mas a menina dos olhos dele é o ar condicionado.
Ahhhh o ar condicionado. Nenhuma amizade, nenhuma hierarquia, nenhum bom senso superam a vontade dele de manter o ar desligado e os colegas passando calor.
O argumento é bem claro: defender o meio ambiente e o serviço público com a economia de luz.
Não importa que o ar condicionado e a impressora tenham sido feitos PARA SEREM USADOS...
O prazer maior é o embate, a luta com os colegas em prol do... do quê? do quê mesmo?
Que "em prol" o quê... O motivo, a causa já foi esquecido há muito tempo.
O negócio é só criar caso mesmo...
Muitos outros tipos podiam ser citados aqui.
Mas pelos casos acima já se pode notar como é divertida a fauna de uma repartição pública.
Ali podem se encontrar habilidades extraordinárias e totalmente inusitadas:
- Jogar a água de uma garrafa direto na garganta, sem encostar o gargalo na boca;
- Usar o banheiro sem as mãos, e fazer tudo com o cotovelo para não se contaminar;
- Saber bater o carro do lado certo, mesmo bêbado, para compensar uma outra batida, do outro lado.
A vantagem de se perceber a esquisitice dos outros e a de que, com um pouco de sorte, também se possa a vir a perceber a própria.
Como é o caso de quem fica colocando na internet as doideiras dos outros...
Uns se destacam pela altura, outros por serem gordinhos...
Há os engraçados, há os mal humorados...
A variedade é enorme quando se observa qualquer grupo bem de perto...
Mas há pessoas que se destacam pelos hábitos engraçados...
Claro que não se trata de coisas sérias e anti-sociais.
Mas que fogem bastante ao dito "normal", ahhh, isso fogem, sim...
Uma cena bucólica pode ilustrar a ideia apresentada:
...
Reunidos os colegas, em uma sala, com as autoridades do município.
Tudo transcorria em aparente normalidade quando uma voz se eleva na sala:
O prefeito, de repente, bem nervoso, bate na mesa e quase grita:
- Aqui: o Senhor não pode beber a água da minha cidade, não???
E um colega tenta contemporizar:
- Ah, Seu Prefeito, não repare, não. É um costume dele...
É quando os outros percebem que um dos colegas fazia um malabarismo com uma garrafa de um litro e meio de água, tentando jogar água na boca, sem encostar o gargalo na boca...
Andar com gente esquisita dá nisso.
...
Algumas vezes você vai ter que explicar, até para si mesmo, que aquilo não é um caso patológico ou terminal. Apenas uma mania.
É o tal do Transtorno Obsessivo Compulsivo, carinhosamente chamado de TOC.
Quando não é coisa pior.
Aqui vai uma classificação dos seus tipos mais engraçados:
Simetristas:
Tudo que lhes acontece de um lado eles tentam fazer com que aconteça do outro.
É o caso daquele colega que esbarra na esteira da academia quando está correndo.
Sem querer, ele vai correndo - literalmente - tentar chuta o outro lado, para tudo ficar igual.
Certa feita, esse mesmo colega bateu, praticamente, esbarrou o carro numa pilastra do estacionamento do prédio. Neste dia uma amiga havia casado e ele, entre outros, achou que devia beber tudo que pudesse.
Pois é... Não é que o sujeito, depois de bater o carro de um lado, foi lá e bateu do outro para ficar igual?
Cotoveleiros:
Fazem tudo com o cotovelo. Imagine a cara de um simples funcionário da prefeitura, bem no interior do estado, quando vê que um visitante abre a porta do banheiro, mexe na torneira e empurra a porta para fechar com o cotovelo?
Devem ficar imaginando como funciona o resto das coisas que o cara faz no banheiro.
Abrir um zíper com o cotovelo, caso seja possível, deve ser uma das maiores façanhas da humanidade.
Assépticos
A esse grupo pertence o cara citado na primeira historinha.
Não deixa de incluir os cotoveleiros, mas vão mais longe ainda nas suas cismas:
Compram toda a água que vão beber e não confiam em ninguém como se tivessem medo de serem envenenados.
Entre os assépticos tem que ser contada a história daquele chefe que ao chegar no serviço, de manhã, já fazia algo chocante. Babava - pelo menos não cuspia - na mesa para passar o papel toalha. Trabalhava o resto do dia com a mesa limpinha, mas... babada!!!
Alguns deles podem ser identificados pelo vidro de álcool na mesa.
Apesar de chegarem a ter filhos, não se consegue imaginar as regras de assepsia que predominam em sua vida particular.
Politicamente correto
Todos os dias o sujeito que é politicamente correto é informado das peripécias que esse e aquele político fizeram para roubar mais um pouquinho.
Todos os dias ele vê noticias sobre as mordomias de que determinados órgãos públicos ou os seus funcionários gozam sem que o povo possa fazer nada para evitá-la.
Quanto a esse pessoal ele não pode fazer nada. Não. E nem faz.
Mas em relação ao colega do lado, que esquece uma luz acesa ou demora com a torneira ligada...
Aí então ele vira uma fera. Um verdadeiro super-herói de revista infantil, um paladino da proteção ao meio ambiente.
Uma cópia a mais de papel a ser impresso pode ser motivo de muita briga.
Mas a menina dos olhos dele é o ar condicionado.
Ahhhh o ar condicionado. Nenhuma amizade, nenhuma hierarquia, nenhum bom senso superam a vontade dele de manter o ar desligado e os colegas passando calor.
O argumento é bem claro: defender o meio ambiente e o serviço público com a economia de luz.
Não importa que o ar condicionado e a impressora tenham sido feitos PARA SEREM USADOS...
O prazer maior é o embate, a luta com os colegas em prol do... do quê? do quê mesmo?
Que "em prol" o quê... O motivo, a causa já foi esquecido há muito tempo.
O negócio é só criar caso mesmo...
Muitos outros tipos podiam ser citados aqui.
Mas pelos casos acima já se pode notar como é divertida a fauna de uma repartição pública.
Ali podem se encontrar habilidades extraordinárias e totalmente inusitadas:
- Jogar a água de uma garrafa direto na garganta, sem encostar o gargalo na boca;
- Usar o banheiro sem as mãos, e fazer tudo com o cotovelo para não se contaminar;
- Saber bater o carro do lado certo, mesmo bêbado, para compensar uma outra batida, do outro lado.
A vantagem de se perceber a esquisitice dos outros e a de que, com um pouco de sorte, também se possa a vir a perceber a própria.
Como é o caso de quem fica colocando na internet as doideiras dos outros...
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